Cuenca é a típica pequena capital de província, que possui menos de 50 000 habitantes. Está situada a 167 km a sudeste de Madrid, na confluência dos rios Júcar e Huecar, aos pés de uma serra.Essa posição faz com que a cidade seja militarmente estratégica, tanto pela sua posição de defesa, quanto pelos recursos hídricos que possui. Sua fundação é romana, como tantas outras cidades espanholas.
Em origem, o acesso à cidade se dava através da serra, defendida por um estreitamento de muralhas. Atualmente chegamos a ela desde as terras baixas próximas ao leito dos rios. Também há que observar que, como tantas outras cidades espanholas, há vestígios de anterior assentamento íbero.
A cidade se desenvolveu a partir da ocupação muçulmana e, desse período se conservam as muralhas, com torres cristãs construídas posteriormente. Nessa época a cidade era protegida pela "alcazaba" (fortaleza). Durante a ocupação cristã teve início a edificação de igrejas e conventos. Desse período estão datadas as chamadas "casas colgantes" (séc. XIII), que são a imagem mais típica da cidade. Estão construídas à beira do precípício que rodeia o núcleo urbano original. A imagem que anexamos dessas casa, se deve a uma reconstrução datada do século XIX. O entorno da cidade está rodeado de "bancales" para o cultivo de hortaliças.
Durante o século XIX, a cidade entrou em declínio econômico e houve grande evasão de habitantes. Cuenca chegou ao século XX como uma das capitais de província menores e mais insignificantes.
Por tal motivo, na década de 50 um grupo de artistas de vanguarda alí se fixou como lugar de retiro e de trabalho. Parte deles fundou o grupo "El Paso" com Antonio Saura à cabeça e Juan Mordó como galerista do grupo. Criou-se assim um grupo de intelectuais que propiciou o desenvolvimento da arte espanhola da pós-guerra.
Artistas de gerações posteriores tomaram esse grupo como referência vanguardista, dando origem ao Museu de Arte Abstrata de Cuenca, com sede nas Casas Colgantes. Muito tempo depois, isso levaria à fundação da Faculdade de Belas Artes de Cuenca, cuja época de maior brilhantismo ocorreu nos anos 90.
Na próxima postagem continuaremos falando um pouco de Cuenca.
As notas para o texto foram todas dadas por Alberto.
Fiquem conosco. Fazemos isso para vocês com o maior carinho.

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