Parece brincadeira, mas é verdade. Estamos casados e continuamos enamorados.
Desculpem a ausencia prolongada, mas nossa lua de mel foi longa e muito interessante.
Vamos contar um pouquinho de como foi nosso casamento em Pesquera. Depois de uma semana de garoa e frio, o dia do "sim", amanheceu radiante. A noiva, fugindo do lugar comum, não havia marcado hora para arrumar o cabelo nem as unhas. Nos dois dias anteriores estava, junto com seu futuro marido, sua irmã Vera e sua amiga Carola, passeando pela Cantábria, visitando Santillana del Mar, Comillas, Reinosa, enquanto sua futura cunhada Marta cuidava dos filhos do Alberto, com uma boa vontade invejável.
Pobres noivas que dedicam um dia inteiro para se preparar. Eu tive meia hora para passar um esmalte nas unhas e quando fui secar os cabelos, o secador não funcionava. Mas, tudo bem, casar-me-ia assim mesmo!!! E com um belo chapéu, aleluia...
O noivo, parecia muito calmo, alegre o tempo todo, simpático até não mais poder com os convidados, que não passavam de quinze, felizmente. Vestia um traje de linho impecável, combinando com a cor do traje da noiva, que era simples como pedia a ocasião.
Depois que saímos do recinto da prefeitura, onde se havia realizado a cerimônia, ele se deu conta de que o zíper de sua calça estava sem fechar. A pressa é inimiga da perfeição. Mas não se percebe nas fotos, não adianta aguçar o olhar, rsss.
Durante a cerimônia havia a troca de alianças, como é costume em quase todo lugar. Só que optamos por uma pequena argola de ouro, que cada um deveria colocar na orelha do outro. Desastre!!! Precisamos de várias ajudas para conseguir enxergar aquele orifício e fechar objeto tão delicado.
Outro detalhe curioso da cerimônia, foi que o prefeito levou uma garrafa de champanhe e copos descartáveis para fazer um brinde simbólico conosco, já que era sua primeira vez como celebrante. Que falha nossa, nem havíamos pensado nisso. Mas foi perfeito.
Comemoramos em um restaurante, com todos os convidados, logicamente, (15 pessoas) onde fomos servidos como reis. E tudo regado a vinho. Sabem quanto trabalho nos deu isso?
Pois, passamos em frente ao local durante a semana, escolhemos um cardápio e cruzamos os dedos para que a comida fosse boa. E estava maravilhoooossssaaaaaa!!!!! Na Espanha se come muito bem em todos os lugares.
O fim da festa foi em um Albergue de montanha, onde passamos a noite com uma parte dos convidados, tomando gin-tônica e jogando bilhar.
Não sei porque as pessoas se estressam tanto com um casamento!
